quarta-feira

Mensagem de agradecimento

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segunda-feira

Relatório sobre os Inquéritos


Tema/ Temática: "A arte de usar a Natureza"
Questão - Problema:  Segurança vs Qualidade. Que preço?                                   Grupo: 2      
Assunto: Inquéritos     

            Este relatório diz respeito aos inquéritos realizados neste período, nele constam as dificuldades sentidas, as alterações e as conclusões retiradas com a realização dos inquéritos.
             Durante a elaboração dos inquéritos houve muitas alterações e uma das razões para as mudanças e para as nossas indecisões era a falta de experiência. Nunca nenhum de nós tinha feito nada do género. Tivemos que aprender tudo: a realizar inquéritos, a fazer gráficos, a tratar dados, etc. Por esta mesma razão, temos noção que o tempo utilizado na realização dos inquéritos foi muito, no entanto consideramos que todo ele foi uma mais-valia para o nosso futuro. Certamente que, se um dia voltaremos a realizar inquéritos, não iremos cometer os mesmos erros.
            Inicialmente pensámos em alargar os nossos inquéritos à comunidade em geral, no entanto chegamos à conclusão que era mais simples e mais prático para nós se a grande maioria fosse da comunidade escolar. Outra alteração que fizemos foi no número de inquiridos. O nosso objectivo inicial era inquirir duzentas pessoas. No entanto, ao longo da fase de inquéritos fomo-nos apercebendo que não valia a pena, pois com uma amostra de cem, os resultados obtidos não deveriam ser muito diferentes.
            A fase onde sentimos mais dificuldades foi no tratamento de dados. Primeiro começamos por fazer uma tabela no Excel mas não sabíamos muito bem como começar, qual seria a disposição mais correcta, de forma a tornar a leitura dos dados mais simples. Ao princípio começámos por tratar os dados por intervalos de idades: menores que 15anos, dos 15 aos 16, dos 17 aos 18, 19 aos 25, dos 26 aos 30, dos 31 aos 40, dos 41 aos 50, dos 51 aos 65 e maiores que 66 anos. Mas desde logo nos apercebemos que esta divisão não ia funcionar, para além de serem muitos intervalos, as respostas entre algumas idades era semelhantes, por isso decidimos dividir de outra forma: menores que 16, dos 17 aos 24, dos 25 aos 39, dos 40 aos 54, maiores que 55 anos.
            Com estes inquéritos podemos retirar várias conclusões. A grande maioria da população usa perfume, não existe variações significativas entre o sexo feminino e o sexo masculino. O estilo de vida que a população tem nos dias de hoje leva-nos a concluir que há uma maior preocupação com a imagem, com a forma com que as pessoas se apresentam. No que diz respeito, aos efeitos secundários da utilização dos perfumes, a grande maioria considera que os perfumes são seguros, e só uma percentagem muito reduzida é que refere que os perfumes podem causar alergias e irritações.


Tratamento dos dados dos inquéritos



Pergunta 1: Usa perfume?
Relativamente a esta questão, facilmente conseguimos perceber que a maioria da população usa perfumes. Dentro da nossa pequena amostra foi-nos possível verificar que a utilização dos perfumes tende a aumentar com a idade até aos 54 anos. A partir dessa idade, 15% da amostra não utiliza perfumes. Constatamos assim que grande parte da população activa usa perfumes, o que poderá estar relacionado com o facto de a população activa sentir necessidade de transmitir uma boa imagem à sociedade e no seu local de trabalho.
Pergunta 2: Com que frequência?
          Relativamente a esta questão constatamos que o uso regular de perfumes é independente do sexo e da idade. No entanto, constatamos que a frequência da utilização dos mesmos, diminui ligeiramente com o aumento da idade.
Pergunta 3: Quais as características fundamentais de um perfume?
No âmbito desta questão constatamos que a característica fulcral na escolha de um perfume é a fragrância. No entanto, com o avanço da idade, parâmetros como o preço e a marca revelam-se preponderantes na compra do perfume. Uma explicação plausível é que com a idade as pessoas tornam-se mais racionais com as despesas, ponderando melhor as suas escolhas. Como consequência da experiência adquirida pela idade, o consumidor passa a aperceber-se da qualidade dos produtos de marca, o que significa que esta última torna-se num factor de peso a ter em consideração antes da aquisição do produto.
Pergunta 4: Escolhe os perfumes pelo preço?
Relativamente a esta questão, mais de metade dos inquiridos respondeu “Não”, não havendo alterações significativas de resposta entre sexos. No que diz respeito aos intervalos de idades, podemos concluir que há uma menor percentagem de pessoas a responder “Por vezes” entre os 17 a 24 anos e os 40 a 54 anos, mantendo-se aproximadamente a mesma percentagem de “Sim”.
Pergunta 5: Importa-se de gastar muito dinheiro num bom perfume?
Relativamente a esta pergunta, podemos concluir que as percentagens de respostas “Sim” e “Não” são muito semelhantes, à excepção das dos inquiridos com idades compreendidas entre os 17 e os 24 anos e com idades superiores a 54 anos, nos quais a percentagem de “Sim” é mais elevada.
Pergunta 6: Interessa-lhe a constituição/composição química de um perfume?
A partir da análise do gráfico, facilmente constatamos que a maioria dos inquiridos não se interessa pela composição química dos perfumes. Entre os 17 e os 24 anos, podemos constatar que apenas 15% se interessam por esta questão, enquanto que com idades superiores a 40  a percentagem é muito mais superior.
Pergunta 7: Considera os perfumes seguros para a saúde?
Para esta questão, facilmente podemos afirmar que a grande maioria da nossa amostra considera que os perfumes são seguros para a saúde. Sendo que para idades superiores a 54 anos esta percentagem é menor. Relativamente a este intervalo de idades, cerca de sessenta e nove por cento dos inquiridos consideram os perfumes seguros para a saúde.
As vinte e duas pessoas que responderam “Não” consideram que algumas das consequências da utilização dos perfumes são: dores de cabeça, alergias e irritações na pele, problemas respiratórios, cancro da pele e ainda o facto de os químicos utilizados na produção de perfumes serem prejudiciais à saúde humana.
Pergunta 8: Os perfumes são devidamente controlados para segurança dos consumidores?
            A análise dos gráficos permite-nos concluir que setenta por cento dos inquiridos acredita que os perfumes são devidamente controlados quanto à sua segurança para o consumidor. Entre os 15 e os 16 anos podemos constatar que apenas 9% considera que os perfumes são devidamente controlados.
Pergunta 9: Onde compra os seus perfumes?
            A maioria dos inquiridos compra os seus perfumes em locais próprios para o efeito, como perfumarias, sendo que vinte dos cem inquiridos revelaram que o fazem por catálogo. Ainda existe uma pequena minoria que adquire os seus perfumes noutros locais, como por exemplo supermercados.
Pergunta 10: É fiel a alguma marca de perfumes?
Para esta questão, foi-nos possível constatar que cerca de oitenta e cinco por cento dos inquiridos não são fieis a nenhuma marca de perfumes. Relativamente aos que responderam afirmativamente, na questão número 10.1 dos inquéritos foram reveladas as seguintes marcas:  Davidoff, Calvin Klein, Channel, DKNY, Escada, Burberrys, Dolce Gabbana,Eternity, Arnani, Boss, 212, Romance- Ralph Lauren, Cacharel

Químicos perigosos presentes nos perfumes

A existência de legislação que permite às indústrias manter em segredo  as suas formulas, possibilita às mesmas a utilização de substâncias potencialmente nefastas para o consumidor nos seus produtos.
Contudo, existem também coligações entre entidades empresariais como a Campaign For Safe Cosmetics(Campanha por Cosméticos Seguros) que se preocupam com o bem estar do consumidor e cujo principal objectivo é conseguir que as indústrias perfumísticas e de cosméticos  quebrem o seu sigilo industrial e revelem as fórmulas dos seus produtos pois estes podem conter substâncias com potencial para causar alergias, cancro entre outros problemas.
Testes laboratoriais realizados na Califórnia, EUA, a 17 perfumes presentes no mercado revelaram que estes continham substâncias frequentemente relacionadas com o desenvolvimento de asma, alergias, enxaqueca e dermatite de contacto. Entre estas destacou-se o ftalato dietilo (DEP), um agente ligado não só ao desenvolvimento anómalo dos órgãos genitais de crianças do sexo masculino, como também a malformações dos espermatozóides nos adultos. Este estudo apontou também para a possibilidade de as substâncias químicas presentes num almíscar sintético poderem ser partilhadas durante a gravidez entre a mãe e o bebe, conseguindo atravessar o cordão umbilical através do sangue. Estes químicos tóxicos presentes em alguns perfumes são protegidos por lei por serem considerados parte integrante das "fórmulas secretas" dos mesmos.




Os perfumes Eternity da Calvin Klein e Le Mâle de Jean-Paul Gaultier estão entre as fragrâncias mais prejudiciais.

Em 2005, a Greenpeace já alertara para os perigos de alguns perfumes através de um estudo semelhante aos anteriormente descritos. Das 36 fragrâncias analisadas, apenas Gloria Vanderbilt's e Bogner's Highspeed  não continham ingredientes nefastos como o DEP.

Estudo: “Not so sexy”


Not so sexy
Estudo: “Not so sexy”
Publicado por: Environmetal defence
Data de publicação: Maio de 2010
Para aceder ao estudo completo clique aqui. 

A ONG Defesa Ambiental revelou, num estudo realizado em Maio de 2010, designado NOT SO SEXY- The health risks of secret chemicals in fragrance, que várias marcas de perfumes globalmente conhecidos, contêm pelo menos dez agentes químicos secretos cujos efeitos na saúde humana podem ir de uma simples reacção alérgica a graves desregulações do sistema endócrino (hormonal). Este estudo foi considerado de elevada importância pois incide directamente sobre o nosso tema desmascarando perfumes de renome que as pessoas normalmente consideram seguras.
Dentro algumas das marcas mais famosas de perfumes pode-se destacar Giorgio Armani Acqua Di Gio, American Eagle Seventy Seven, Quicksilver, … que contêm um elevado número de compostos químicos que não estão presentes no rótulo da embalagem. Isto é possível, pois existem falhas nas leis e regulamentos que permitem ‘esconder’ químicos sem que toda a composição do perfume seja exposta ao consumidor. No entanto isto não acontece só em perfumes, mas também em champôs, loções, produtos de banho, sprays, detergentes, …
Os compostos químicos presentes num perfume prejudiciais podem ser classificados em quatro grupos:
·                     Químicos secretos;
·                     Sensibilizadores;
·                     Desreguladores hormonais;
·                     Outros químicos que não foram testados relativamente à segurança do consumidor.
Químicos secretos são químicos que não estão presentes no rótulo, mas fazem parte da composição do produto. Em média existem 14 químicos secretos em cada perfume que se podem acumular na pele humana ou passar pela placenta para o bebé quando expostos a uma mulher grávida. Estes químicos têm como consequências a desregularão hormonal e podem causar infertilidade.
Sensibilizadores são químicos que podem activar reacções alérgicas quando em contacto com a pele. Devido ao facto de existirem vários sensibilizadores nos perfumes, a fragrância, é, agora, considerada um dos cinco piores produtos causadores de alergias. As reacções alérgicas variam desde dores de cabeça, tonturas, asma ou irritação da pele. Apesar de em alguns países serem obrigados a divulgar substâncias causadoras de alergias, estas continuam a ser escondidas dos olhos do consumidor, tanto que, cada perfume contém em média 10 produtos químicos considerados sensibilizadores.
Desreguladores hormonais são químicos que afectam a produção e o transporte das hormonas e o sistema endócrino. Uma das piores consequências é que estes produtos conseguem simular a acção de estrogénios ou progesterona interferindo com actividades básicas do corpo humano, podendo causar vários tipos de cancro e problemas a nível da tiróide. No caso das mulheres grávidas, estes desreguladores podem afectar gravemente o feto.

Cada perfume contém em média quatro desreguladores hormonais, pelo que os cuidados na escolha nunca são demasiados. Alguns dos produtos com elevado potencial de desregulação endócrina são:

·                     Octinoxate;
·                     Oxybenzone;
·                     Benzophenone-1;
·                     Benzophenone-2;
·                     Diethyl phthalate;
·                     Butylated hydroxytoluene;
·                     Synthetic musks Galaxolide;
·                     Benzyl salicylate.
Pelo que na escolha do perfume é necessário ter em consideração a presença destes compostos. As medidas para evitar o contacto com estes produtos passam pela observação dos rótulos, e caso exista algum químico que possa afectar a saúde humana reclamar com a companhia produtora de modo a que os outros consumidores fiquem também avisados de todos os perigos que podem sofrer através do seu uso.

Entrevista


Com o intuito de enriquecer o nosso trabalho sobre a segurança e qualidade dos perfumes e adquirir uma visão diferente da de consumidor, realizamos uma entrevista à proprietária da loja ‘Polana’ que se tem vindo a mostrar uma grande ajuda para o nosso trabalho.

Q- A maioria dos seus clientes são de que sexo? E a média de idades?

R- É igual, tanto homens como mulheres, os homens vêm mais pela cosmética. Relativamente às idades, desde muito jovens, desde os 10 anos até 80..

Q- Qual é a característica mais importante no processo de escolha do perfume por parte do cliente?

R- A fragrância e o custo são muito importantes. Os homens levam também os maiores para durar mais, ao contrário das mulheres. Mas é tudo muito importante, desde a fragrância até à embalagem. Há que ter em conta que as diferenças entre os perfumes são muito grandes... O frasco, a cartonagem, os pormenores são todos pensados. Por exemplo, eu às vezes não consigo deitar os frascos fora.
 O facto do pH da nossa pele variar de pessoa para pessoa é muito importante, pois tem muita importância no perfume. Há diferentes famílias de perfumes e as pessoas normalmente têm preferências por uma certa família e escolhem o perfume segundo o seu gosto. O perfume é algo muito especial.

Q- Quais são os critérios que têm em conta na escolha dos seus perfumes? Preferências dos clientes, tendências ou outro facto?

R- Tendências. Não costumo escolher pelas marcas famosas, como cantores, mas sim pela fragrância, qualidade e o preço. Há aromas mais aceites. Costumo dizer às pessoas para antes de comprarem experimentarem na pele, pois é muito diferente do papel. Por vezes no papel o perfume pode ser horrível.

Q- Existe algum tipo de critério para a disposição dos perfumes nos expositores? Não corre o risco da fragrâncias se misturarem?

R- A disposição é por marcas, e não, as fragrâncias não se misturam umas com as outras. Nós temos um frasco com café para as pessoas cheirarem entre os perfumes, que permite cortar entre os aromas.

Q - Na nossa pesquisa nós vimos que existem vários tipos de perfumes, que variam entre si a concentração da essência. Por exemplo au de parfum, au de cologne, parfum,..quais são os mais comuns no mercado?

R- Hoje em dia, o parfum já quase que não existe, só de vez em quando é que uma marca tenta lançar para o mercado um perfume de tão alta concentração. Normalmente au de parfum e au de toilette são os mais comuns. O perfume de homem é sempre em concentrações inferiores à de au de toilette.

Q- Segundo um estudo canadiano, designado " Not so sexy", existem perfumes que contêm produtos químicos que não estão presentes no rótulo e que são considerados tóxicos. Estes produtos têm como função aumentar o tempo de duração do perfume. Considera que existem muitos produtos assim?

R- Na minha opinião, considero que nem tudo vem no rótulo, mas o que não vem é porque é segredo da marca, nem tudo pode ser desvendado. è importante que as pessoas experimentem antes de comprar, pois acredito que há possibilidades de provocarem reacções alérgicas. No entanto os perfumes sofrem um processo de controlo antes de chegarem ao mercado, logo, qualquer malefício que possa ocorrer, não pode ser nada de muito grave. No que diz respeito à duração, o mais importante é a qualidade do produto e o tipo de fragrância e não a composição em si.

Q- No inquérito que fizemos, observámos que as pessoas não são fiéis à marcas dos perfumes. É da mesma opinião?

R- Sim, as pessoas não são fiéis às marcas, mas sim à família da fragrância que usam.

Q- As marcas exercem alguma pressão para incentivar a uma maior à venda um dos seus perfumes?

R- Sim, as marcas exercem pressão sobre nós e, normalmente, até nos aliciam com descontos se vendermos mais um determinado produto. Mas não é nada de obrigatório, até porque eu considero a fragrância mais importante do que a marca.

Q- Por último, a idade influencia o tipo de perfume adquirido?

R- Não, a idade não está relacionada com a fragrância. Pessoas de diferentes idades escolhem ou não a mesma fragrância. Só depende do gosto do consumidor
Está tudo, obrigado pela sua colaboração.
De nada, o mundo dos perfumes é muito fascinante, e é bom que se interessem por esta temática. Sempre que precisarem de alguma coisa estarei à vossa disposição.