segunda-feira

Químicos perigosos presentes nos perfumes

A existência de legislação que permite às indústrias manter em segredo  as suas formulas, possibilita às mesmas a utilização de substâncias potencialmente nefastas para o consumidor nos seus produtos.
Contudo, existem também coligações entre entidades empresariais como a Campaign For Safe Cosmetics(Campanha por Cosméticos Seguros) que se preocupam com o bem estar do consumidor e cujo principal objectivo é conseguir que as indústrias perfumísticas e de cosméticos  quebrem o seu sigilo industrial e revelem as fórmulas dos seus produtos pois estes podem conter substâncias com potencial para causar alergias, cancro entre outros problemas.
Testes laboratoriais realizados na Califórnia, EUA, a 17 perfumes presentes no mercado revelaram que estes continham substâncias frequentemente relacionadas com o desenvolvimento de asma, alergias, enxaqueca e dermatite de contacto. Entre estas destacou-se o ftalato dietilo (DEP), um agente ligado não só ao desenvolvimento anómalo dos órgãos genitais de crianças do sexo masculino, como também a malformações dos espermatozóides nos adultos. Este estudo apontou também para a possibilidade de as substâncias químicas presentes num almíscar sintético poderem ser partilhadas durante a gravidez entre a mãe e o bebe, conseguindo atravessar o cordão umbilical através do sangue. Estes químicos tóxicos presentes em alguns perfumes são protegidos por lei por serem considerados parte integrante das "fórmulas secretas" dos mesmos.




Os perfumes Eternity da Calvin Klein e Le Mâle de Jean-Paul Gaultier estão entre as fragrâncias mais prejudiciais.

Em 2005, a Greenpeace já alertara para os perigos de alguns perfumes através de um estudo semelhante aos anteriormente descritos. Das 36 fragrâncias analisadas, apenas Gloria Vanderbilt's e Bogner's Highspeed  não continham ingredientes nefastos como o DEP.

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